Morte de empresária que teve síndrome rara durante gravidez de gêmeos causa comoção
13/10/2026
(Foto: Reprodução) Empresária que sofreu com síndrome rara durante gravidez morre após parto de gêmeos, diz família
Arquivo pessoal/Ana Rodrigues Neves
A morte da empresária Cristiane Rodrigues, de 41 anos, após apresentar uma síndrome rara durante a gravidez de gêmeos, causou comoção em Crixás, no norte de Goiás. A prefeitura e a Câmara publicaram notas de pesar.
A Câmara Municipal de Crixás lamentou a morte de Cristiane em nome de todos os vereadores. “Nossos sentimentos e orações estão com a família e amigos. Que Deus conforte os corações de todos”, declarou a Casa em nota.
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A prefeitura também prestou homenagem para Cristiane. “A Prefeitura de Crixás, em nome dos cidadãos crixaenses, oferece os mais profundos sentimentos aos familiares”, manifestou-se em nota.
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Cristiane faleceu no sábado (11), após complicações decorrentes da síndrome de Hellp, condição rara e grave associada à hipertensão gestacional. Os gêmeos nasceram na tarde do dia anterior.
Segundo os familiares, após o parto, a empresária convulsionou. Os plantonistas mobilizaram uma campanha emergencial por doações de sangue e tentaram estabilizar o sangramento.
Cristiane foi transferida por volta das 23h para a Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual de Uruaçu, apresentando hemorragia e fígado comprometido. A irmã relatou que ela morreu na manhã de sábado.
A Secretaria municipal de Saúde de Crixás informou, por meio de nota enviada ao g1 na manhã de quarta-feira (14), que determinou instauração de sindicância para "apuração rigorosa de todas as circunstâncias do atendimento" prestado a Cristiane. Disse, ainda, que a avaliação técnica será feita por médico especialista, sem vinculo com a equipe que atendeu a paciente (leia a nota completa ao final da reportagem).
Em nota, o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano de Uruaçu informou que a paciente deu entrada em estado clínico extremamente grave e ela recebeu assistência contínua. O hospital está colaborando com o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) para o esclarecimento da causa do óbito (leia a nota completa ao final da reportagem).
Quem era a empresária
Cristiane Rodrigues era formada em pedagogia e dona de uma copiadora há dez anos, em Crixás. A meia-irmã Ana Rodrigues Neves, de 51 anos, contou ao g1 que elas pertenciam a uma família com 11 irmãos e eram as irmãs mais velhas.
Apesar da família ser numerosa, Ana relatou que a família é unida e que isso se deve a Cristiane ter sido uma pessoa conciliadora e que cuidava de todos. Segundo ela, a empresária era uma organizada e primava pelo respeito entre os irmãos.
“Ela sempre corria atrás para resolver tudo, cuidava da mãe dela, porque nosso pai faleceu ano passado, ela que cuidava de um sobrinho, filho de um irmão dela assassinado. Então, era o esteio da nossa família”, contou Ana.
Ana revelou ainda que a empresária estava grávida pela primeira vez e que sonhava criar os filhos. “Ela tinha muitos sonhos, um deles era criar os filhos e ensinar eles a pescar, que era a grande paixão dela”, declarou.
Leia a Íntegra da nota da Secretaria municipal de Saúde de Crixás:
"A Secretaria Municipal de Saúde de Crixás lamenta profundamente o falecimento da paciente atendida no Hospital Municipal e transferida ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, após o parto de gêmeos. Manifestamos nossa solidariedade aos familiares e amigos.
A Secretaria determinou a instauração de sindicância para a apuração rigorosa de todas as circunstancias do atendimento prestado no município, incluindo a conduta assistencial adotada. A avaliação técnica será feita por médico especialista sem vinculo com a equipe que atendeu a paciente.
Os prontuários e registros do atendimento foram preservados. Paralelamente, o caso passa pela investigação obrigatória de óbito materno conduzida pela Vigilância Epidemiológica, conforme norma do Ministério da Saúde aplicável a todos os casos dessa natureza no pais, e pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável pr esclarecer a causa da morte.
As informações clinicas da paciente são protegidas por sigilo e não serão divulgadas, em respeito à família. A Secretaria não fará juízo antecipado antes da conclusão da apuração. O resultado será informado aos órgãos competentes e, no que for possível, à população".
Leia a Íntegra da nota do HCN:
"O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) lamenta o falecimento da paciente e manifesta solidariedade aos familiares neste momento. A paciente foi admitida em estado clínico extremamente grave e recebeu assistência contínua da equipe multiprofissional da unidade, com avaliação, exames e medidas terapêuticas conforme as suas necessidades clínicas.
O HCN está colaborando com o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) para o esclarecimento da causa do óbito. Em respeito ao sigilo médico e à privacidade da paciente e de seus familiares, informações clínicas adicionais não serão divulgadas".
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